quinta-feira, 26 de maio de 2011

Infantilidades de uma vida adulta


 Abro a janela e vejo crianças correndo, elas chegam em uma rua, a rua onde está a sua casa, La seus pais brigam e elas correm em direção a um lugar mais humano.
Quando viram a esquina, avistam um velhinho atravessando a rua, a mesma rua em que um dia atravessou feliz, as crianças se cansam e decidem descansar um pouco em uma calçada, lá  os cachorros latem de fome, e as pessoas gemem de dor, a mesma dor em que outra rua foi êxtase, que anestesiou-se por si só.
 Mais a diante, encontraram outras pessoas que vez por outra encontram-se tristes, mas quando viram a esquina em outras ruas estão mais felizes.
Essas pessoas abraçam as crianças e ás mostram uma rua melhor e assim encontram um lugar mais ameno, mais humano: uma família, um espaço, um lar.
 Mas em outro dia elas brigam também e seus filhos correm em direção á um lugar mais confortável, filhos da mesma criança que um dia encontrou-se sem direção.
 Esses filhos vez por outra caem de joelhos, os mesmos que dobraram-se em oração, isso porque as pessoas ainda continuam gemendo de dor  e os cachorros latindo de fome, a mesma fome, que em uma esquina distinta, outro mata.
 Elas estão cansadas e decidem brincar de roda, elas se deram as mãos e começaram a rodar e continuaram rodando e rodando, sem a nenhum lugar chegar, sem um lugar humano, confortável ou ameno.
 Apenas um circulo vicioso de dor, sem êxtase, sem cor, a mesma dor que um dia irá anestesiar-se por si só, simples pessoas carentes de amor.

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