terça-feira, 31 de maio de 2011

Paraíba masculina mulher macho ?





   Comecei a andar de skate com 7 anos, com 10 ganhei meu skate novo, não tinha nada de rosinha RS, ele era preto com umas cartas de baralho, e com 12 dei meu primeiro oliie, RS bom, a pesar do tempo nunca fui uma SKATISTA profissa e tals, , eu só gostava de subir em cima e andar, nunca me empenhei bastante mesmo. Eu ia nas pistas, e ficava subindo e descendo as rampas. A minha favorita é a 50.
   O estranho, é a reação das pessoas, em pleno século 21 ainda com esse conceito limitado das coisas sabe “ você é lésbica “, “você é isso e aquilo”,” é feio, não é delicado”...” isso é coisa de marginal”, entre outras barbaridades que já ouvi.
   Tantos preceitos, que na verdade não tem nada a ver, essa mania das pessoas de rotular as coisas: “olha filho(a) essa cor é de menino e essa é de menina tá , e é assim que tem que ser”. Ai quando se deparam com algo diferente as pessoas simplismente se chocam, não aceitam. Poxa, eu acho que as coisas boas do mundo, são feitas pra todos.
   Algumas pessoas acham legal, mas na maioria das vezes criticam e assimilam á marginalidade, mas nós garotas skatistas só queremos dizer que, somos lindas, maduras, sensíveis e  delicadas, e isso não diminui de forma alguma nossa feminidade, a gente só quer sentir o vento um pouquinho, a  liberdade!
                       Paraíba masculina mulher macho não senhor. HAHA

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Infantilidades de uma vida adulta


 Abro a janela e vejo crianças correndo, elas chegam em uma rua, a rua onde está a sua casa, La seus pais brigam e elas correm em direção a um lugar mais humano.
Quando viram a esquina, avistam um velhinho atravessando a rua, a mesma rua em que um dia atravessou feliz, as crianças se cansam e decidem descansar um pouco em uma calçada, lá  os cachorros latem de fome, e as pessoas gemem de dor, a mesma dor em que outra rua foi êxtase, que anestesiou-se por si só.
 Mais a diante, encontraram outras pessoas que vez por outra encontram-se tristes, mas quando viram a esquina em outras ruas estão mais felizes.
Essas pessoas abraçam as crianças e ás mostram uma rua melhor e assim encontram um lugar mais ameno, mais humano: uma família, um espaço, um lar.
 Mas em outro dia elas brigam também e seus filhos correm em direção á um lugar mais confortável, filhos da mesma criança que um dia encontrou-se sem direção.
 Esses filhos vez por outra caem de joelhos, os mesmos que dobraram-se em oração, isso porque as pessoas ainda continuam gemendo de dor  e os cachorros latindo de fome, a mesma fome, que em uma esquina distinta, outro mata.
 Elas estão cansadas e decidem brincar de roda, elas se deram as mãos e começaram a rodar e continuaram rodando e rodando, sem a nenhum lugar chegar, sem um lugar humano, confortável ou ameno.
 Apenas um circulo vicioso de dor, sem êxtase, sem cor, a mesma dor que um dia irá anestesiar-se por si só, simples pessoas carentes de amor.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Síndrome do medo da solidão 


 O que é medo de dormir sozinho? talvez isso tenha começado na minha infância, minha mãe nunca me deixava sozinha, e quando comecei a ver filmes, ouvir histórias e etc, comecei a ficar com medo, de  estar sozinha e principalmente dormir.
 É uma sensação de que, não estou segura, que talvez eu não acorde no dia seguinte, ( isso é fato ), mas desse jeito é pior ainda. É ruim demais querer dormir e não poder.
 E tem sido assim durante a minha vida inteira, não durmo sozinha, não fico sozinha, será que é medo da solidão?
 Mas estou aprendendo a lidar com isso aos poucos, porque parece que o que mais me dá medo, não é o fato de eu estar sozinha em si, e sim o meus pensamentos em relação á isso, mas pensamentos podem ser mudados, e como o medo vem de um pensamento, eu posso mudar o meu medo também.